<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709</id><updated>2011-11-23T18:39:16.089-02:00</updated><title type='text'>Prêmio Leandro Müller de Literatura</title><subtitle type='html'>O prêmio Leandro Müller de Literatura é IMPOSTO todos os anos no dia 14 de novembro.

O objetivo de tal premiação é única e exclusivamente a expressão pessoal do reconhecimento da influência da literatura dos agraciados em meus próprios escritos. Essa premiação não acarreta em nenhum outro benefício senão minha admiração e respeito. E, por ser um prêmio promulgado, no qual os vencedores sequer tomam ciência de serem-no, não há possibilidade de recusa.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-2478366907190859133</id><published>2011-11-15T17:54:00.003-02:00</published><updated>2011-11-23T18:39:16.096-02:00</updated><title type='text'>Agradecimentos Especiais 2011</title><content type='html'>O Prêmio Leandro Müller de 2011 não pode deixar de destacar a influência de cinco grandes escritores que tiveram importante participação em minha vida profissional e pessoal ao longo deste ano. Assim,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Tordo,&lt;br /&gt;Marta Lança,&lt;br /&gt;&lt;div&gt;José Eduardo Agualusa,&lt;br /&gt;Ondjaki e&lt;br /&gt;Inês Pedrosa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;recebam meus sinceros agradecimentos pela valiosíssima contribuição que me prestaram.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-2478366907190859133?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/2478366907190859133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=2478366907190859133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/2478366907190859133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/2478366907190859133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2011/11/agradecimentos-especiais-2011.html' title='Agradecimentos Especiais 2011'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-8158760655706132878</id><published>2011-11-15T17:42:00.001-02:00</published><updated>2011-11-15T17:54:03.987-02:00</updated><title type='text'>Homenageado 2011 - Gilles Deleuze</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;Por toda minha vida procurei umestilo, lutei para construir uma identidade, mas sempre que penso ter metornado algo, percebo o quanto de outros tenho em mim. Então, logo tento medesvencilhar daquilo, buscando uma nova forma de existir e de pensar,supostamente mais autêntica. Porém, o próprio processo de transformação e buscavêm ao encalço do pensamento de outros, desta vez, Gilles Deleuze, que desdemeu primeiro romance (“Pequeno Tratado Hermético sobre Efeitos de Superfície”)mordia-me os calcanhares com sua “Lógica do Sentido” sem que eu notasse. Esteano, escalei “Mil Platôs” para encontrar a seguinte mensagem: “Como é possívelque os movimentos de desterritorialização e os processos de reterritorializaçãonão fossem relativos, não estivessem em perpétua ramificação, presos uns aosoutros? A orquídea se desterritorializa, formando uma imagem, um decalque devespa; mas a vespa se reterritorializa sobre esta imagem. A vespa sedesterritorializa, no entanto, tornando-se ela mesma uma peça no aparelho dereprodução da orquídea; mas ela reterritorializa a orquídea, transportando opólen.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;Afinal, é assim que somos... sendo,des-sendo, re-sendo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;Por tanta transformação para chegarao devir humano, Gilles Deleuze recebe minha homenagem na presente data do ano2011.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;[L.M.]&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;“O que julgava ser a salvação — e foi ao menos sua melhor defesa duranteos anos de juventude — foi uma terceira classe de animais, da qual tomaraconhecimento acidentalmente ao passar os olhos sobre um romance de um famosoescritor bengalês, no qual o personagem principal explicava como os insetossobreviviam, como eles se transmutavam e assumiam a cor do ambiente, de modo apermanecerem quase imperceptíveis, tomando emprestada a coloração de tudo quelhes cercasse. Seriam essas pequenas criaturas, que a tantas pessoas repulsacausam — como Calu causava —, que lhe dariam ainda alguns anos de esperança,pois percebeu que para sobreviver precisaria assumir a cor do ambiente, osmesmo tons das outras pessoas, que é afinal o que querem os jovens,simplesmente serem iguais a todos, sentirem-se incluidos e integrados. Contudo,adotar a forma do outro no jogo da sedução implica em consequências perigosas, comoo risco de abandonar a autenticidade — que ele ainda não possuia e se afastavaainda mais dela — e as alterações da dinâmica de vida imediatas forçaram-no aum deslocamento de personalidade que lhe deixaram ainda mais confuso a respeitode seu próprio caráter. Então começou a se apropriar de traços alheios,características das mulheres as quais admirava, emprestando-se de seus gostos,seus movimentos, suas paixões, numa tentativa desesperada que elas oreconhecessem como alguém digno de sua atenção. Não que buscasse adquirir ostrejeitos femininos, o que fatalmente lhe aconteceu, mas foi acometido por umaincorporação de tudo que era alheio dentro de si, enchendo-se de gostos que nãoeram seus — ¡apenas para impressionar a fêmea de sua espécie! — e de desejosque não lhe pertenciam. Calu tornou-se um grande falsário de si, em eternaatuação, sempre fingindo ser ele mesmo, justamente porque não tinha idéia de suareal identidade.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;(Leandro Müller, in “¿Integridade?”)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-8158760655706132878?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/8158760655706132878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=8158760655706132878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/8158760655706132878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/8158760655706132878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2011/11/homenageado-2011-gilles-deleuze.html' title='Homenageado 2011 - Gilles Deleuze'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-5211918978091487500</id><published>2011-11-15T17:40:00.001-02:00</published><updated>2011-11-15T17:41:36.109-02:00</updated><title type='text'>Laureado 2011 - Leonardo Gandolfi</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Talvez uma das polêmicas mais presentes e interessantes nos debates que tenho sobre criatividade com amigos artistas, cientistas, filósofos e todos aqueles que lidam com a necessidade de criar algo seja a (im)possibilidade do surgimento do novo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Na verdade, todo mundo gosta de se manifestar sobre esse assunto: alguns acham que tudo já foi criado e nada de novo pode surgir, tudo surge inspirado em alguma coisa que já existe; por sua vez, outros crêem que, para citar Belchior, “o novo sempre vem”. Confesso que durante muito tempo fiquei em cima do muro, pois os argumentos das duas partes eram bastante fortes, porém, este ano minha inclinação pendeu para estes últimos, graças a um passe de mágica realizado por Leonardo Gandolfi. Este truque que jamais eu havia presenciado de tão perto chama-se “A morte de Tony Bennett”, um livro de poemas tão inusitado que me obrigou a iniciar a busca pelo meu “novo” particular, a maior graça que pode ser dada a um artista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Assim, por me demonstrar com um exemplo que o novo pode surgir, Leonardo Gandolfi, recebe minha láurea neste ano de 2011.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;[L.M.]&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;“Noutro dia de agosto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Daqueles que todos anos têm&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;À Greg, houve um bem diferente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Que não houve à mais ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Horas altas de lua clara&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Cujo halo, aos beijos, nitidez,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Se roupas levavam postas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Os sentimentos em completa nudez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Todo amor de Greg&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Transbordou-lhe do peito ao sangue misturado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Pelo preciso buraco do tiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Quando ainda fitos os olhos na amada ao lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Atroz de igual forma&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;O destino da companheira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Escorria-lhe da mesma paixão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;Por outro furo de bala certeira.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24px;"&gt;(Leandro Müller, in “Lírica de amor malfadado”)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-5211918978091487500?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/5211918978091487500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=5211918978091487500' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/5211918978091487500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/5211918978091487500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2011/11/laureado-2011-leonardo-gandolfi.html' title='Laureado 2011 - Leonardo Gandolfi'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-5500544984277208190</id><published>2010-11-15T18:39:00.000-02:00</published><updated>2010-11-15T18:40:50.161-02:00</updated><title type='text'>Homenageado 2010 - Lúcio Cardoso</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu assumo, Lúcio, este ano não fui um bom menino e pratiquei a infâmia deliberadademente. Não ficarei surpreso se Papai Noel não me trouxer presentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Talvez eu mude, talvez não. Mas eu te juro, Lúcio, que assumirei inteiramente a responsabilidade do mal que andei praticando. Por isso, receba minha homenagem e minha gratidão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;«L.M.»&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;“—Você está fugindo, André, fugindo de mim. Istó para que nunca se esqueça, para que diga um dia: ela me deu uma bofetada, a fim de me castigar da minha indiferença.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;(Lúcio Cardoso, in Crônica da Casa Assassinada, p.33)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;“André, não renegue, assuma seu pecado, envolva-se nele. Não deixe que os outros o transformem num tormento, não deixe que os outros o destruam pela suposição de que é um pusilânime, um homem que não sabe viver por si próprio. Nada existe de mais autêntico na sua pessoa que o pecado — sem ele, você seria um morto. Jura, André, jura como assumirá inteiramente a responsabilidade do mal que está praticando."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;(Lúcio Cardoso, in Crônica da Casa Assassinada, p.292)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-5500544984277208190?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/5500544984277208190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=5500544984277208190' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/5500544984277208190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/5500544984277208190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2010/11/homenageado-2010-lucio-cardoso.html' title='Homenageado 2010 - Lúcio Cardoso'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-6548964130555044719</id><published>2010-11-15T18:37:00.004-02:00</published><updated>2010-11-26T19:50:26.713-02:00</updated><title type='text'>Laureado 2010 - Rubem Fonseca</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;“No final, só ingratidão” ensinou-me um ancestral há muitos anos o velho provérbio mineiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Este ano, um senhor contêmporaneo de meu avô, invalidou a tal sentença com ares de sabedoria milenar, quando abriu mão de uma particularidade sua (há de nunca escrever prefácios, nem para amigos) em homenagem a uma categoria de indivíduos pela qual sentia-se grato: os livreiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Assim, ficou-me a lição: por demonstrar que deve haver sempre esperança, Rubem Fonseca recebe meus louros neste ano de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;«L.M.»&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;O MEU PARAÍSO E O DO BORGES&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;(Rubem Fonseca)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu nunca faço prefácios ou escrevo orelhas de livros, nem mesmo para os meus amigos. Mas não consegui negar o pedido para escrever a orelha de uma antologia de contos escritos por livreiros. E já explico a razão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Borges disse que para ele a idéia de paraíso era uma biblioteca. A minha idéia de paraíso é uma livraria. A razão é muito simples. Quando era muito jovem, dez, onze anos, eu já gostava muito de ler e, felizmente, lia com uma enorme velocidade. E descobri que podia entrar em uma livraria, pegar o exemplar de algum livro que me interessasse, e ficar uma meia hora, segurando-o com muito cuidado enquanto o lia. Os livreiros não se incomodavam. Depois de algum tempo de leitura, às vezes meia hora, eu memorizava a página em que havia parado e ia para outra livraria, onde &lt;span&gt;&lt;/span&gt;pegava o mesmo livro e continuava a sua leitura. Assim, no fim do dia, como eu lia com uma grande rapidez, eu teria terminado, ou quase terminado, o livro que estava a ler. E nunca, nunca, nenhum livreiro me causou qualquer incomodo, perguntando se eu queria comprar o livro, ou se dirigindo a mim de qualquer outra maneira. Creio que eles, com inteligência e sensibilidade, percebiam que eu era um leitor fanático, sem dinheiro para comprar o livro e assim davam-me toda a liberdade para ler. Na verdade, até mesmo fingiam que não notavam a minha presença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu também freqüentava a Biblioteca Nacional, que ficava perto da minha casa, no centro da cidade. Mas na Biblioteca eu não desfrutava o espetáculo de ver os livros enfileirados nas estantes, nem tinha acesso aos últimos lançamentos, que demoravam a ser catalogados na Biblioteca Nacional &lt;span&gt;&lt;/span&gt;e assim tornarem-se accessíveis aos leitores. E quando eu pedia um livro ele demorava a chegar à minha mesa e muitas vezes não era encontrado, por vários motivos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O Borges, além de bibliotecário, ficou cego e essa Biblioteca Paraíso dele devia surgir na sua imaginação&lt;span&gt; &lt;/span&gt;apenas, enquanto a minha Livraria, o meu Éden, existia &lt;span&gt;&lt;/span&gt;na realidade exibindo uma quantidade infindável de estantes com lombadas coloridas, livros que eu podia apanhar e ler na hora que desejasse. E até hoje uma livraria é para mim um lugar encantado, onde entro e fico emocionado, e sinto, pelas livreiras e os livreiros um grande afeto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Aceitei com prazer, e muito honrado, o convite&lt;span&gt; &lt;/span&gt;para escrever o prefácio dessa antologia de textos, todos muito bons, escritos por livreiras e livreiros,&lt;span&gt; &lt;/span&gt;por quem sinto, não importa a livraria onde exercem essa sagrada missão, um carinho muito especial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;(Prefácio de "Eu queria um livro...", Editora Agir, organização Leandro Müller)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-6548964130555044719?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/6548964130555044719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=6548964130555044719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/6548964130555044719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/6548964130555044719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2010/11/laureado-2010-rubem-fonseca.html' title='Laureado 2010 - Rubem Fonseca'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-221583503752099234</id><published>2009-11-15T20:58:00.004-02:00</published><updated>2009-11-15T21:36:31.142-02:00</updated><title type='text'>Homenageado 2009 - Augusto Monterroso</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Busco meios para apresentar porquê, embora tenha a certeza dos motivos. Tento convencer-me que foi bom e que não devo odiá-lo. Em verdade, não há mesmo recentimentos, ao contrário, guardo-lhe afeto e estima.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Minhas idéias não param mais e desde que comecei a crer que literatura é movimento, viciei-me nos pensamentos rápidos. Assim,  pelo transtorno que anda a me causar, Augusto Monterroso recebe minha homenagem em 2009.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;[L.M.]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;“A cabrita negra&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em uma época muito distante, havia uma ovelha que pensava que era negra e sempre se atrapalhava com o nome das coisas e trocava as palavras e nunca compreendia sua sociedade e seus semelhantes.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Isso, até o dia em que descobriu que não era uma ovelha negra, mas uma cabrita.”&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;(Leandro Müller, Fabulário Caprino e outras histórias para boi dormir)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;www.fabulariocaprino.blogspot.com&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2009.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-221583503752099234?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/221583503752099234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=221583503752099234' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/221583503752099234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/221583503752099234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2009/11/homenageado-2009-augusto-monterroso.html' title='Homenageado 2009 - Augusto Monterroso'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-3282063919124290549</id><published>2009-11-15T20:16:00.005-02:00</published><updated>2009-11-15T21:14:52.295-02:00</updated><title type='text'>Laureado 2009 - Gonçalo M. Tavares</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SwCK20dAteI/AAAAAAAAALk/mP8MLh8UFWU/s1600-h/Psicot%C3%A9cnico+Haldora.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Este ano se mudou para o meu Bairro um tal Senhor Gonçalo, que logo assumiu a presidência da Associação dos Moradores, e a vizinhança de imediato ficou melhor. Atrás da barba e dos óculos, sua primeira medida foi inventar a literatura de precisão, que acertava em cheio, milimetricamente, bem no meio da gente. Dizia ele que éramos nos que íamos em cheio na literatura, como se fosse o mesmo acertar a flecha no centro do alvo ou o dar com o centro dele contra a lâmina da seta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois, reduzindo ainda mais a pouca fala com muito dizer, inventou de fazer sentenças com formas geométricas. Observou um quadrado, por amor, tornar-se um círculo. Não sei quanta gente vê isso, mas é como testemunhar uma abelha fingindo de flor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pela amplitude vocabular de expressões não dicionarizáveis, Gonçalo recebe meus louros neste ano de 2009.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;&lt;l.m.&gt;&lt;/l.m.&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 0, 0); "&gt;[L.M.]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SwCK20dAteI/AAAAAAAAALk/mP8MLh8UFWU/s400/Psicot%C3%A9cnico+Haldora.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404472227242489314" style="text-align: left;float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 282px; height: 400px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(Leandro Müller, in Haldora: a literatura e suas almas)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2009.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-3282063919124290549?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/3282063919124290549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=3282063919124290549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/3282063919124290549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/3282063919124290549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2009/11/laureado-2009-goncalo-m-tavares.html' title='Laureado 2009 - Gonçalo M. Tavares'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SwCK20dAteI/AAAAAAAAALk/mP8MLh8UFWU/s72-c/Psicot%C3%A9cnico+Haldora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-3286390839624039226</id><published>2009-09-05T23:52:00.000-03:00</published><updated>2009-09-05T23:53:26.514-03:00</updated><title type='text'>5 anos de premiação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SqMkALsELnI/AAAAAAAAAEw/-4Rk947dRKs/s1600-h/Pr%C3%AAmio+Leandro+M%C3%BCller+de+Literatura+2008.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 168px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SqMkALsELnI/AAAAAAAAAEw/-4Rk947dRKs/s400/Pr%C3%AAmio+Leandro+M%C3%BCller+de+Literatura+2008.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378181965566717554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-3286390839624039226?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/3286390839624039226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=3286390839624039226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/3286390839624039226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/3286390839624039226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2009/09/5-anos-de-premiacao.html' title='5 anos de premiação'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SqMkALsELnI/AAAAAAAAAEw/-4Rk947dRKs/s72-c/Pr%C3%AAmio+Leandro+M%C3%BCller+de+Literatura+2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-3485518181862838788</id><published>2008-11-14T17:00:00.002-02:00</published><updated>2009-08-25T10:12:42.675-03:00</updated><title type='text'>Homenageado 2008 -  Roberto Bolaño</title><content type='html'>Sempre me julguei uma pessoa megalomaníaca. Sempre quis dar passos maiores que minhas longas pernas. Sempre desejei realizar coisas que fossem “as melhores do mundo”. Bolaño conseguiu por duas vezes ser tudo isso que eu sempre almejei. Primeiro em seu “Los Detectives Selvajes”. Depois em “2666”. Duas obras totais, santo graal da literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa literatura é aquela que te leva a uma ação, fisíca ou psíquica. Bolaño me obrigou a desviar do caminho pelo qual eu seguia. Queria chegar em um lugar no qual ele já havia chegado há tempos. Agora preciso de novos horizontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por provar que uma vez trilhei um caminho certo (que se pelo qual eu seguisse, chegaria onde Bolaño chegou), e por renovar minhas esperanças de que eu posso encontrar outro bom caminho, Roberto Bolaño recebe minha homenagem em 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;«L.M.»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Finamente chegara o momento que eu tanto esperava. Depois de mais de seis meses recebendo lindas e estranhas declarações de amor, quase anônimas, eu iria conhecer o misterioso remetente. Digo “quase anônimas” porque, apesar de serem assinadas por alguém que se dizia chamar Cláudio, eu não podia supor com mais precisão além da suspeita quem era seu real autor.&lt;br /&gt;Por mais absurdo que pareça, enquanto aguardava, apenas duas coisas passavam por minha cabeça: a) quem teria matado Cesária Tinajero e; b) que meu admirador secreto só poderia ser alguém da livraria Haldora.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Leandro Müller, in “28 relatos de abismos sobre si mesmos”, Prólogo.Clarice)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-3485518181862838788?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/3485518181862838788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=3485518181862838788' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/3485518181862838788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/3485518181862838788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2008/11/homenagiado-2008-roberto-bolao.html' title='Homenageado 2008 -  Roberto Bolaño'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-6065516325571216517</id><published>2008-11-14T16:54:00.003-02:00</published><updated>2008-11-14T17:06:03.866-02:00</updated><title type='text'>Laureado 2008 - Ernesto Sábato</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLeandro%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:PT-BR;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Table Normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No capítulo XXV de “O túnel”, podemos ler a seguinte passagem:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;"Repare que eu nunca consegui acabar um romance russo. São tão trabalhosos... aparecem milhares de tipos e no final resulta que não são mais que quatro ou cinco. Mas claro, quando você começa a se orientar com um senhor que se chama Alexandre, logo resulta que se chama Sacha e logo Sachka e logo Sachenka, e imediatamente algo grandioso como Alexandre Alexandrovitch Bunine e mais tarde é simplesmente Alexandre Alexandrovitch. Mal você se orienta, já te despistam novamente. Não acaba nunca: cada personagem parece uma família."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Belíssima, mas com um porém: ela nada tem a ver com a história do livro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Segundo meu amigo Tony Azevedo, alguns tipos de escritores inserem passagens desse tipo em seus romances para ficar rindo de seus leitores. Trata-se de um recurso de pura satisfação pessoal, mas que é responsável para que todo o esforço em escrever um longo romance valha a pena. Simpatizei com a idéia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pela liberdade de rirmos de nós mesmos, Sábato, já bem velhinho, recebe os louros de 2008.&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;«L.M.»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 102);" align="center"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;l.m.&gt;&lt;/l.m.&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 102);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;“— Isso me faz lembrar o caso de um escritor que ia de Copacabana para Botafogo e resolveu cortar caminho por dentro do cemitério São João Batista. Chovia uma chuvinha bem fina, mas suficientemente intensa para molhar. Numa daquelas vielas apertadas entre covas, o sujeito escorregou num túmulo de mármore rosa e deu com a cabeça no chão. Porém, antes de morrer — sim, depois ele iria morrer — se arrastou pra fora do cemitério, atravessou a General Polidoro, e ainda entrou por mais um quarteirão bairro adentro, como se estivesse fugindo de algo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;— ¿Sério? ¿E de que ele fugia?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;— Alguns disseram que ele fugia do lugar-comum. ¿Sabe como é? Morrer num cemitério, pega super mal para um escritor. Tudo bem que na vida real ainda podemos ver esses tipos de chavões, mas na literatura não... ¡a literatura tem que ser muito maior que vida!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;— ¿E o que fazer quando a vida se torna maior que a literatura? — quis saber Letícia, crendo que o amigo teria uma resposta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;— Crie você a ficção, pois as que existem já não lhe servem mais para nada.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;(Leandro Müller, in “Parábola do matemático sem fé e outras funções quadráticas” (Letícia); in Haldora: a literatura e suas almas)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-6065516325571216517?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/6065516325571216517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=6065516325571216517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/6065516325571216517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/6065516325571216517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2008/11/homenagiado-2008.html' title='Laureado 2008 - Ernesto Sábato'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-3999184198320599136</id><published>2007-11-15T13:57:00.001-02:00</published><updated>2008-11-14T17:06:50.526-02:00</updated><title type='text'>Laureado 2007 - Enrique Vila-Matas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Le vi en Portugal con una mirada lejana y me quedé obsesionado por él, lo creía yo. Pero él no era Vila-Matas, era un tal Dr. Pasavento, que así se me reveló más tarde.&lt;br /&gt;El primero que me habló del autor de “Suicidios ejemplares” fue mi gran amigo portugués, Jorge Flores, que decía ser lo mejor escritor español vivo. Flores había ido a Póvoa de Varzim para una entrevista con Vila-Matas. Yo, que vivía cerca, en Oporto, fui al encuentro de los dos. Hablé con Flores, pero no con Enrique. Yo todavía no me había enterado de la fascinación del Dr. Pasavento por la desaparición...&lt;br /&gt;Meses después, ya vivía yo en Barcelona, y leía Dr. Pasavento, descobrí que alguien que no yo, conocía Albert Cossery, mi laureado de 2006. Nada podría hacer si no rendirme a él. Pasé a buscar Vila-Matas por la ciudad, caminando cerca del Passeig San Joan o por las librerías de Raval. Empero él había desaparecido. Escribí a Flores, pero el no sabía como hallar el escritor catalán. Busqué por los organizadores de evento literário en Portugal, pero nadie sabía de él. Dr. Vila-Matas realmente había desaparecido. Contacté hasta los editores brasileños del autor, que eticamente me han negado cualquer medio de encontrarlo. Su vida y su literatura se mezclaban.&lt;br /&gt;Un día, regresado a Brasil, me cayó en las manos una posibilidad de hablarle. Le escribí sin esperanza a él... pero me contestó en menos de 24 horas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoy también quiero ser invisible. Y a pesar de que ya me había dicho eso Cioran, es a Vila-Matas que oigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enseñarme la posibilidad de vivir invisible, laureo Enrique Vila-Matas en este año de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;«L.M.»&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;“¿¡Nome?! Não tenho… uma vez me chamaram Spelucchino, ¡seja lá que diabos isso for! Acho que tem algo a ver com meu espírito errante. Não porque sou um vadio, mas sim porque erro muito. Toda minha vida é um erro; mas não uma mentira conforme os senhores acusam e querem acreditar.”&lt;br /&gt;(Leandro Müller, in Spelucchino ou A caminho de uma nova abjuração copernicana ou Sim, o sol gira em torno da Terra, ¿já posso voltar pra casa?)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-3999184198320599136?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/3999184198320599136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=3999184198320599136' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/3999184198320599136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/3999184198320599136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2007/11/laureado-2007.html' title='Laureado 2007 - Enrique Vila-Matas'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-4508683614034510868</id><published>2007-11-15T13:47:00.001-02:00</published><updated>2008-11-14T17:07:30.561-02:00</updated><title type='text'>Homenageado 2007 - Julio Cortázar</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Instruções para merecer um prêmio de literatura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeiro é necessário escrever um livro extremamente criativo e original. Porém, é preciso observar se o referido prêmio de literatura já existe. Caso não exista, desista do prêmio, mas nunca da obra... esse é o princípio básico dos merecedores (cabe diferenciar alguém que merece um prêmio e alguém que recebe um prêmio).&lt;br /&gt;Em segundo, crie algo em sua obra que modifique a vida de alguém, algo que cause alguma reação física, incluindo-se processos mentais, que não deixam de ser físicos. A história pode ser sobre qualquer coisa desde que o leitor se sinta tocado ou transtornado, o que é melhor ainda (faço notar que se sentir relaxado ou feliz ao ler um livro também é um estado de transtorno).&lt;br /&gt;Em primeiro escreva alguma coisa sobre Cronópios, sobre Famas, sobre Esperanças, sobre comportamentos estranhos, sobre pessoas estranhas.&lt;br /&gt;Em terceiro, funde um clube em Paris no apartamento de alguém. Fale sobre jazz, literatura, filosofia. O principal é ler trechos da obra de Morelli. Se o clube for em Buenos Aires, deve-se ler Ceferino.&lt;br /&gt;Em segundo, etcétera até a pedrinha cair fora do desenho no chão, feito preferencialmente com giz roubado da escola ou com um pedacinho de tijolo vermelho de uma construção vizinha, então passa a ser a vez do próximo competidor e tudo recomeça. A pedrinha pode ser o pedacinho de tijolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado com Oliveira à janela do manicômio pensei: se vou para um lado, encontro a morte; se vou para o outro, retorno ao manicômio (não ao mundo, mas ao manicômio). Cabe a nós decidir de qual lado da janela queremos estar e, embora seja confortável permanecer sentado nela, aqueles loucos do manicômio vão tentar nos puxar para o lado deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas coisas eu penso sozinho. Mas nas terças eu compartilho com as pessoas do clube ouvindo Coltrane. É por isso que Cortázar recebe minha homenagem nesse ano de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;«L.M.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As atas das reuniões do clube ainda não estão disponíveis em versão digital (fica entre nós: provavelmente nunca estarão...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-4508683614034510868?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/4508683614034510868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=4508683614034510868' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/4508683614034510868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/4508683614034510868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2007/11/homenageado-2007.html' title='Homenageado 2007 - Julio Cortázar'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-116344579522370369</id><published>2006-11-13T17:20:00.001-02:00</published><updated>2008-11-14T17:10:22.112-02:00</updated><title type='text'>Homenageado 2006 - John Fante</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dias e noites que passei com Arturo foram incríveis. Lembro-me muito bem de como o procurei naquela primeira noite, quando um amigo em comum me disse: “Você precisa conhecer o Bandini. De hoje não passa”. E juntos percorremos as ruas da cidade à sua procura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Naquela mesma noite, Arturo e eu conversamos por horas. Ele me contou de suas aventuras, de suas idéias e de seus planos (ele não tinha sonhos, ele tinha planos!). Nos dias que seguiram me contou de sua infância, de seus familiares, de seus amores. Seu jeito era tão encantador que também me abri com ele e falei sobre meus “planos”. Arturo e eu ríamos da vida. Era fascinante a maneira como ele se locomovia em meu apartamento, dentro de meu único cômodo. Ora se debruçava na janela, ora se sentava sobre minha escrivaninha, contudo, gostava mesmo era de encostar-se a minhas almofadas de leitura e ficar ali parado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mais incrível em nossa convivência é que quase sempre nossas opiniões divergiam em tudo, porém, nossa paixão pela vida era tão intensa que não havia como não amarmos um ao outro. Nossas conversas nunca se trataram de uma questão sobre quem estava certo ou errado. O que vivemos juntos foi uma grande amizade, uma incrível história sobre com quanta intensidade é possível amar a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É por Arturo Bandini, que John Fante recebe minha homenagem neste ano de 2006.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;«L.M.»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“John acendeu seu cigarro nervosamente enquanto observava o nome do remetente escrito no envelope lacrado sobre a mesa. O selo do correio central de Los Angeles no valor de cinco centavos não dava pistas se as notícias seriam boas ou ruins. John tomou a carta com uma das mãos, aproximou-a do nariz e inspirou profundamente para sentir-lhe o cheiro. Papel, como era de se esperar. Em seguida apoiou o cigarro no cinzeiro e trouxe o envelope com ambas as mãos à altura da boca, lambendo-lhe o selo por três vezes. Aquela carta iria definitivamente mudar o curso de sua vida, para melhor ou para pior, e por isso ele tardava em tomar conhecimento de seu conteúdo. John, ansioso, colocou-a novamente sobre a mesa e levou o cigarro aos lábios tragando com força. Soprando a fumaça lentamente, ele segurou a ponta do cigarro com os dedos em pinça e o pressionou no antebraço até apagá-lo completamente. A dor da queimadura o fez contrair o corpo e gozar de um estranho prazer. John, você esta ficando louco, meu velho. Levantou bruscamente e saiu de casa batendo a porta de seu único cômodo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Assietuapax, in &lt;em&gt;O cachorrinho riu&lt;/em&gt;: Poemas profundos para Náufragos Bem-sucedidos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto, 14 de Novembro de 2006&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-116344579522370369?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/116344579522370369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=116344579522370369' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116344579522370369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116344579522370369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2006/11/homenagiado-2006.html' title='Homenageado 2006 - John Fante'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-116344561729826132</id><published>2006-11-13T17:15:00.001-02:00</published><updated>2008-11-14T17:16:24.516-02:00</updated><title type='text'>Laureado 2006 - Albert Cossery</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já há algum tempo, pus-me a perder coisas. Tantas quantas me fosse possível. Perdi ansiedades, falsas ilusões e até mesmo alguns bens materiais. Perdi quase todas minhas crenças. A única que restou é a de que o vazio é o motor da vontade humana, que luta desesperadamente todos os dias para preenchê-lo. Perdi também minhas certezas. Mas a coisa mais importante que perdi foi o desejo de inserção social através da atuação em um papel socialmente tido como relevante, por exemplo, a adoção de uma carreira que me servisse de rótulo para quando alguém me perguntasse “o que você faz?”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nem por isso tornei-me um parasita social, (des)ocupação que desaprovo. Simplesmente deixei de importar-me se sou vendedor de livros ou editor executivo ou operador de telemarketing. Isso tudo porque tenho fome e altivez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas quero contar uma história para você, Albert. Este ano estive em Frankfurt, a minha primeira visita a Alemanha. Numa das noites, marquei de esperar uma amiga na estação de metrô de Höhenstraβe. Observando que o trem ainda demoraria por dez minutos, resolvi sentar-me ao chão, pois ainda carregava comigo o cansaço dos viajantes e uma garrafa de vinho do Porto – presente a tal amiga que gentilmente me recebera em sua casa. Eis que então adentra a deserta estação um garboso alemão desfrutando de um aparentemente delicioso sanduíche. Ele me olha nem por milésimos de segundos e capta em mim uma aura de pedinte que o comove tão tristemente que sou agraciado com uma importância de cinco euros. Compreende? Um homem que me vê pela primeira vez, sentado ao chão, oferece-me uma razoável quantia, para tornar minha vida mais suportável. A gravidade maior não foi a oferta, mas sim, o fato de eu a ter aceitado. Nesse dia, perdi todo o resto que me faltava perder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gohar ficaria orgulhoso de mim!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É por me ensinar a não ter nada, exceto minha altivez, que declaro Albert Cossery o merecedor de meus louros no ano de 2006.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;«L.M.»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Entretanto, sempre cogito a possibilidade de ser mendigo. A exceção da suicidologia, não há tema que me mais envolva do que a mendicância. Devaneio-me em promenades pelas ruas; todas elas possíveis residências. Sinto um lar em cada canto sujo. Em mim nada mais que a pouca roupa no corpo e a mesma muita fome no aparelho digestivo. Fantasio-me em excelente mendigo, verdadeiramente desapegado da matéria, ao contrário destes que vemos diariamente carregando seus carrinhos de trapos com anseios de ascensão social. “¡Sou um mendigo rico! ¡Tenho posses!”. Em verdade, nada mais que miseráveis de espírito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Assietuapax, in &lt;em&gt;Pequeno Tratado Hermético sobre os Efeitos de Superficie&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto, 14 de Novembro de 2006&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-116344561729826132?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/116344561729826132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=116344561729826132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116344561729826132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116344561729826132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2006/11/laureado-2006.html' title='Laureado 2006 - Albert Cossery'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-116198254151244253</id><published>2006-10-27T17:52:00.001-03:00</published><updated>2008-11-14T17:17:44.396-02:00</updated><title type='text'>Homenageado 2005 - Giovani Papini</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Garimpando prateleiras de livros encontrei um exemplar de capa parda, sem título nem nada. Abri-o na folha de rosto e deparei-me com o alerta precavendo sobre a libertação de Satã e algo mais em relação a Gog e Magog. Foi o suficiente para levá-lo para casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde fiquei sabendo, e bem mais tarde, quem era o tal autor. Alguns livros depois, descobri que esse homem que escreveu uma biografia de Cristo fora afagado na infância, em Turim, pelo próprio Nietzsche, o autor de nada menos que O Anticristo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, antes de ter ciência disso, já me deliciava com os ricos relatos de Gog, o excêntrico milionário que fazia as mesmas coisa que eu faria se tivesse eu as mesmas condições. Pensava a cada virada de página: “agora não hás de me surpreender; tudo já foi dito”. Ledo engano! E novas idéias brotavam não sei de qual canto da imagiação que eu não possuia. Desse modo percebi quem nem tudo havia sido dito, tampouco inventado. Recolhi-me em minha insignificância e fiquei refletindo solitário, com a caixa de pandora que tinha sobre o colo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por me devolver a esperança que homenageio Papini nesse ano de 2005.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;«L.M.»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Reconhecemos plenamente o valor de algumas influências. E o que tencionamos passar a ti é que nós devemos também ser responsáveis pela criação de tais influências. Devemos ser universais. Contribuir para o desenvolvimento do gênero humano.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Assietuapax, in &lt;em&gt;Pequeno Tratado Hermético sobre os Efeitos de Superficie&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 14 de Novembro de 2005&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-116198254151244253?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/116198254151244253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=116198254151244253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116198254151244253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116198254151244253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2006/10/homenagiado-2005.html' title='Homenageado 2005 - Giovani Papini'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-116198225173773829</id><published>2006-10-27T17:48:00.001-03:00</published><updated>2008-11-14T17:18:07.546-02:00</updated><title type='text'>Laureado 2005 - Herberto Hélder</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Procurei incansavelmente descrever com minhas próprias palavras o que sentia com relação ao livro “Os Passos em Volta”. Falhei em todas tentativas. Humildemente, resolvi emprestar-me da singular “escala adjetival” do amigo Tony Azevedo. Assim, fica dito: esse é o mais genial livro de contos da história do universo em todos os tempos passados e futuros. Opinião radical? Somente para aqueles que ainda não o leram.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De modo extraordinário, Herberto Hélder, tece textos filosóficos sobre a vida que não contam histórias, pois isso é coisa de romancistas e não de escritores. Herberto é um escritor. E um dos maiores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Herberto, obrigado por me ensinar que literatura não é para contar histórias, mas para nos ajudar a compreender e construir o mundo. Nesse 2005, meus louros são seus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;«L.M»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Quando o primeiro bonde de Santa Teresa desceu no sábado de manhã repleto de turistas, cometeu um equívoco. Habituado a guiar-se pelos trilhos, pouco antes de chegar ao largo dos Guimarães, ele tomou a liberdade de seguir seu caminho pelos paralelepípedos. Uma decisão imprópria e desaconselhável a quaisquer tipos de transportes ferroviários, inclusive, como no presente caso, aos bondes, pois tal situação transcende à natureza inerente de um trem. Esta transcendência de natureza causou a morte de muitas pessoas naquele dia tão comum. Porém, para felicidade dos teóricos do conhecimento, os objetos não são capazes de alterar sua própria natureza, papel permitido apenas aos sujeitos e, preferencialmente, humanos. Foi um desses sujeitos que alterou a natureza do bonde naquela ocasião.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Leandro Müller, in &lt;em&gt;Regras de Conduta de Gachet-Gaston&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 14 de Novembro de 2005&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-116198225173773829?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/116198225173773829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=116198225173773829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116198225173773829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116198225173773829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2006/10/laureado-2005.html' title='Laureado 2005 - Herberto Hélder'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-116198208149220679</id><published>2006-10-27T17:45:00.001-03:00</published><updated>2008-11-14T17:18:32.300-02:00</updated><title type='text'>Homenageado 2004 - Goethe</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;À época, andava fletando com Strindberg quando conheci um jovem muito alegre e de sentimentos sinceros que conquistou meu coração. A intensidade tal de uma paixão por uma Charlote foi capaz de fazer-me amar também o amor. Já pensava comigo: “enlouqueço de tanto amar?” Percebi que não, pois também eu era capaz de amar os Albertos que me cruzavam os caminhos e, ao contrário desse jovem, eu segui a amar a todos, muito embora não pertencesse a ninguém e a também ninguém tivesse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O amor desse rapaz era tão puro e seus pensamentos tão profundos que eu sentia que o amava também. Contudo, com o tempo, percebi que não era a ele quem eu amava, mas ao seu jeito de amar que eu amava. Ele amava como eu amava. Havia mais alguém com tanto amor quanto eu nesse mundo absurdo. E nem o seu fim trágico me dissuadiu de que não devo também morrer de amor!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, de mãos dadas com Werther, homenageio Goethe, por me ensinar a infinitude da intensidade do amor e do amar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;«L.M.»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Percebemos a presença de encostos sobrenaturais. Súcubos malditos nos sugam a energia. O Canhoto nos quer por seu amigo. As pontadas na cabeça não nos deixam pensar. Recomendamos aos outros que fumem. Fazemos apologia ao suicídio. Emprestamos nosso “Manual de suicídio” para suicidas em potencial. Culpa. Dor. Não queremos ser assim. Devolvam-nos nosso coração puro. Abraça-nos, ó Goethe, vamos nos consolar desta Besta que nos enganou.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Assietuapax, in &lt;em&gt;Pequeno Tratado Hermético sobre os Efeitos de Superficie&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 14 de Novembro de 2004&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-116198208149220679?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/116198208149220679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=116198208149220679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116198208149220679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116198208149220679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2006/10/homenagiado-2004.html' title='Homenageado 2004 - Goethe'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36710709.post-116198070467982931</id><published>2006-10-27T17:13:00.001-03:00</published><updated>2008-11-14T17:04:27.545-02:00</updated><title type='text'>Laureado 2004 - Manoel de Barros</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda me é fresco na memória o dia em que ele me disse: “Leandro, para entender nós temos dois caminhos: o da sensibilidade que é o entendimento do corpo; e o da inteligência que é o entendimento do espírito. Eu escrevo com o corpo. Poesia não é para compreender, mas para incorporar. Entender é parede: procure ser uma árvore”. Sorri e acenei com a cabeça concordando. Mas antes, desconfiei por alguns instantes daquele homem que fotografava o silêncio. É difícil confiar em alguém que fotografa o silêncio. Foi só depois de ver as fotos reveladas que eu tive certeza de haver encontrado. Ainda não sei o que encontrei, contudo, definitivamente, naquele dia eu havia encontrado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Esperei 26 anos para que alguém me dissesse o que ele me disse. Hoje minhas raízes voltaram a ser semente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Receba meus louros, Manoel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;«L.M.»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;“Alguns dias se acontecem de maneira estranha. Hoje foi um desses dias maravilhosos. O extraordinário não se deu propriamente no dia, mas sim quando ele já se anunciava terminado. Tecnicamente, hoje já era amanhã, embora ele ainda não houvesse encerrado seu expediente. O acontecimento foi uma sonoridade materializada em acordeão que nos socorreu no fim da noite. Um acordeão que fazia uma imensa algazarra nas pessoas que se perdiam por ali naquela condução. O irônico foi nós acabarmos de ter lido Manoel de Barros. Voltei para casa me sentindo árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisemos escrever sobre esse sentimento, mas só nos fizemos dançar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Assietuapax, in Pequeno Tratado Hermético sobre os Efeitos de Superficie)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 14 de Novembro de 2004&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36710709-116198070467982931?l=leandromuller.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leandromuller.blogspot.com/feeds/116198070467982931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36710709&amp;postID=116198070467982931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116198070467982931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36710709/posts/default/116198070467982931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leandromuller.blogspot.com/2006/10/laureado-2004.html' title='Laureado 2004 - Manoel de Barros'/><author><name>Leandro Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16194713647339912230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SB-Hw7O3By8/SpWZmvDBzyI/AAAAAAAAABs/9Aghb7HccHU/S220/Salamanca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
